Inebriantes sentidos…

quinta-feira, junho 08, 2006

Fim (...de guerras passadas)

Começaste pelo desfecho
Em jeito de começo
Paraste a andar
Correr é mais fácil que parar
Fizeste castelos de cartas
Construíste sonhos em betão
Sofrer em ritmo de macas
Nas urgências do coração
É a tua ideia de utopia
Da tua realidade fria

Gostas do que fazes
Por detrás dessas grades?

A perfeita honestidade
O instante à espera da maior idade
Demora o finito do infinito
No socorro de um grito
Que não sai no momento
E espalha-se no memento
Circunstância momentânea
Da desgraça instantânea

Gostas do que fazes
Por detrás dessas grades?

És o cúpido delével
Num hospício falível
A tua sorte muda
Só porque é muda
E só tens é medos
A escaparem-te dos dedos
Apesar dos segredos
Dos teus iluminados enredos
Que não param no desejo
À procura de mais um beijo

Gostas do que fazes
Por detrás dessas grades?

Quando parares Senhora alada
Estarás no meio do nada
Só com o olhar impostor
Do teu próprio amor
Seja lá o que isso for
Deixado ao desdém
Na rua sem um vintém

Gostas do que fazes
Por detrás dessas grades?

(...escrito à mais de um ano)

...e mais não digo